terça-feira, 8 de novembro de 2011

Direto!

Direto!

Olhando a tarde em mormaço,
Cheia de guarda-chuvas apressados,
Tenho pensamentos em profusão,
Engraçado! Todos em tua direção!

Santaroza

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Livro!

Livro!


De mim,
Guardo lembranças ótimas,
Que me chegam,
Geralmente á noite,
Quando não há luar,
E floresce a solidão.
Nem por isso,
Deixo de dormir meu sono,
Meu passado,
É o alicerce,
Que me trouxe aqui,
Entre retas,
E curvas,
De percalços,
E muitos risos.
Tenho de mim,
Lembranças ótimas,
Que por certo,
Estão gravadas,
Em pedras e paus,
Paredes e muros,
E em varias folhas,
Que somadas,
Darão um livro!

Santaroza

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Lua!

Lua!

As vezes, quando há lua,
E a brisa traz perfumes orvalhados,
Sinto que a saudade quer se aninhar,
Não deixo, não posso, sei onde te encontrar!

Santaroza

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

EM VERSOS!

Em verso!


Nasci das estrelas do céu,
Foi gerado nas conchas do mar,
Cavalguei em cavalos marinhos,
Vim pra terra ainda molhado,
Gatinhei e aprendi a andar,
Fiz trilha nas areias desertas,
Me deitei na sombra das arvores,
Me apaixonei pelas fores do campo,
E hoje me dou em forma de verso!

Santaroza

Flores!

Flores!

As flores ao rés da rua,
Em cantos cada vez mais esguios,
Aprisionadas em vasos suspensos,
Relegadas á meros enfeites,
Dão-me a noção de mim mesmo,
Formatado em disco rígido,
Embalado e rotulado,
Nesse mundo midiático!

Santaroza

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Crente!

Crente!


Houve um tempo que eu acreditei,
Hoje prefiro ter certeza!

Santaroza

PRESSA

Pressa!


Ai de mim que tenho essa pressa,
Enevoada de um tempo que urge,
Ai de mim, que assim não vejo,
E se vejo é de relance, de passagem.

Ai de mim que sem raízes, vôo,
E sem chão não me assento,
Ai de mim que sobrevivo,
E assim não vivo, dou passagem.

Ai de mim que tudo me encanta,
Mas que tudo me passa,
Ai de mim se não florir agora,
É primavera lá fora, de passagem.

Santaroza