terça-feira, 22 de novembro de 2011

SAPRAY!

Spray!



Como spary de tinta fresca,
Espalhada em muro velho,
Fixo em minha cara,
Um sorriso ainda teima.

Minha bandeira, meu lastro,
Hasteada á meio mastro,
Em reverencia de mim,
Que sou e não sou feliz.

Oscilo entre céu e calvário,
Num pitoresco cenário,
De rosado martírio,
No fundo não sei viver.

Talvez viver seja isso,
Ter momentos mestiços,
Da sombra mirando o sol,
E depois caminhar por ele.


Santaroza

A DOIS!

A dois!


Orvalhada
Como se vestida de noiva
Surgia a manhã.

Eu ainda
Tinha os olhos fitos
Na noite anterior.

Poesia
Enrusgada em lençóis
Á espera de mim.

De sorte que
Em beijos ardentes
Soletrei o amor.

E sem sono
Contei estrelas
Até onde deu.


Santaroza

AMIZADE É SOMA!

Amizade só soma!



Não gosto de me apresentar,
Prefiro que me sintam,
Não gosto que me observem,
Prefiro que me perguntem,
Não gosto que me desejem,
Prefiro que me toquem,
Afinal sou igual a ti,
E se alguma diferença tivermos,
É apenas para nos completarmos!


Santaroza

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

EU!

Eu!


Sou assim,
De momentos,
As vezes até de hora,
Noutras até de dias,
Em umas,
Como a aurora boreal,
Noutras,
Como a noite estrelada,

No fundo sou assim,
Uma interação,
Sem fim,
Um verso que não termina,
Pássaro que não se confina,
Luz sobre o outeiro,
Um dia,
De hora toda.


Santaroza

Ainda é!

Ainda é!


Longe vai o tempo em que nossos olhos se buscaram...
Também distante se vai o nosso primeiro encontro...
Lá ao fundo nos anos escondido, nosso beijo primeiro...
As flores murcharam todas, os vinhos fora bebidos...
As gargalhadas inda ecoam pelas paredes, risos reais...
Mas o tempo não foi suficiente, embora tentasse...
Apagar o gosto, doce e amargo de teu eterno beijo...
Posto que o ultimo ainda não nos demos!


Santaroza

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

DOCIM!

Docim!


Arde em mim,
Um sentimento assim,
Misto de amargo e docim.

Como pinga de gole,
Como a fumaça e o fole,
Como a formiga e a prole.

É feito ferroada,
De abelha zangada,
Que tini em revoada.

Como cidreira e jasmim,
Lábios de mel e carmim,
É mais ou menos assim.

Um fogo em comichão,
Acho que seja paixão,
Misto de sim e de não!


Santaroza

O AMOR!

O amor!


Desde tempos outros,
Onde cantavam rouxinóis,
Em galho de ciprestes,
Molhados de chuva,
Ouço falar de amor.

Mos dele só vim provar,
Tempos a traz,
Veneno doce em zarabatana,
Possessão de fada e bruxa,
Num misto de sal e mel.

Com vicio morrerei,
Impregnado me encontro,
Perdi as forças e ganhei asas,
Hoje sou delta do Nilo,
Vertente que só, não se completa!

Santaroza