Alma!
Ao sabor da chuva que cai,
Lavada se encontra minha alma,
Peregrina que é das noites escuras,
Viajante dos sonhos de alguns corações,
Morna se deita em lençóis de cetim,
No afã de encontrar o sabor de teu beijo!
Alma minha incauta e incontida,
Sofrida e esfolada das guerras perdidas,
Batalhas de alcovas em noites de lua,
Ao som de pianos de butécos vazios,
Arfas ainda molhada de chuva,
Cansada da luta encharcada de amor!
Santaroza
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
ENTRE A CRUZ E A ESPADA!
Entre a cruz e a espada!
Melhor que seja assim,
Entre o sol e a chuva,
Gosto de mel e uva,
E perfume de jasmim.
Porque é esse o jeito,
Pra se levar a vida,
Como fera ferida,
Sorriso e amor no peito.
Alerta com o destino,
Sem perder ou sem passar,
Conjugando o verbo amar,
De uma forma sem atino.
E se preciso for então,
Erguer a espada embainhada,
Luta com tudo meu camarada,
Pois a vida espera não.
Santaroza
Melhor que seja assim,
Entre o sol e a chuva,
Gosto de mel e uva,
E perfume de jasmim.
Porque é esse o jeito,
Pra se levar a vida,
Como fera ferida,
Sorriso e amor no peito.
Alerta com o destino,
Sem perder ou sem passar,
Conjugando o verbo amar,
De uma forma sem atino.
E se preciso for então,
Erguer a espada embainhada,
Luta com tudo meu camarada,
Pois a vida espera não.
Santaroza
terça-feira, 29 de novembro de 2011
DUAS TAÇAS!
Duas taças!
Duas taças de vinho,
Banhadas á luz de velas,
Uma tinha batom,
A outra estava vazia.
Sons de piano na sala,
Meias pelo tapete,
Perfume de azaléia,
Em lençóis amassados.
Negros como a noite,
Olhos que me olhavam,
Doce como açucar,
Lábios que me beijaram.
Duas taças de vinhos,
Ambas tombadas no chão,
Uma se encheu de vinho,
Outra ficou por ali!
Santaroza
Duas taças de vinho,
Banhadas á luz de velas,
Uma tinha batom,
A outra estava vazia.
Sons de piano na sala,
Meias pelo tapete,
Perfume de azaléia,
Em lençóis amassados.
Negros como a noite,
Olhos que me olhavam,
Doce como açucar,
Lábios que me beijaram.
Duas taças de vinhos,
Ambas tombadas no chão,
Uma se encheu de vinho,
Outra ficou por ali!
Santaroza
PÊSSEGO!
Pêssego!
Nasceram as flores do pêssego,
Logo teremos frutos doces,
Rosados como flamingos,
Á espera de um beijo faminto,
Que lhe sugue a seiva!
Santaroza
Nasceram as flores do pêssego,
Logo teremos frutos doces,
Rosados como flamingos,
Á espera de um beijo faminto,
Que lhe sugue a seiva!
Santaroza
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
ELAS!
Elas!
Na vastidão
Da noite azul,
Pura e imprópria
Caminha.
Já meio desvestida
Cansada da lida,
Ainda sonha
Com fadas.
Atrelada ao destino
De sutiã apertado,
Salto quinze
Sonha só.
Travessia incompleta
Meio senhora e dama,
Chora e ri
A vida é alheia.
Cauta e inculta
Calcada em um borrão,
Não pensa só age,
Finge ser.
Quem quer
Pega e come,
Quem não
Finge não ver.
Santaroza
Na vastidão
Da noite azul,
Pura e imprópria
Caminha.
Já meio desvestida
Cansada da lida,
Ainda sonha
Com fadas.
Atrelada ao destino
De sutiã apertado,
Salto quinze
Sonha só.
Travessia incompleta
Meio senhora e dama,
Chora e ri
A vida é alheia.
Cauta e inculta
Calcada em um borrão,
Não pensa só age,
Finge ser.
Quem quer
Pega e come,
Quem não
Finge não ver.
Santaroza
terça-feira, 22 de novembro de 2011
SAPRAY!
Spray!
Como spary de tinta fresca,
Espalhada em muro velho,
Fixo em minha cara,
Um sorriso ainda teima.
Minha bandeira, meu lastro,
Hasteada á meio mastro,
Em reverencia de mim,
Que sou e não sou feliz.
Oscilo entre céu e calvário,
Num pitoresco cenário,
De rosado martírio,
No fundo não sei viver.
Talvez viver seja isso,
Ter momentos mestiços,
Da sombra mirando o sol,
E depois caminhar por ele.
Santaroza
Como spary de tinta fresca,
Espalhada em muro velho,
Fixo em minha cara,
Um sorriso ainda teima.
Minha bandeira, meu lastro,
Hasteada á meio mastro,
Em reverencia de mim,
Que sou e não sou feliz.
Oscilo entre céu e calvário,
Num pitoresco cenário,
De rosado martírio,
No fundo não sei viver.
Talvez viver seja isso,
Ter momentos mestiços,
Da sombra mirando o sol,
E depois caminhar por ele.
Santaroza
A DOIS!
A dois!
Orvalhada
Como se vestida de noiva
Surgia a manhã.
Eu ainda
Tinha os olhos fitos
Na noite anterior.
Poesia
Enrusgada em lençóis
Á espera de mim.
De sorte que
Em beijos ardentes
Soletrei o amor.
E sem sono
Contei estrelas
Até onde deu.
Santaroza
Orvalhada
Como se vestida de noiva
Surgia a manhã.
Eu ainda
Tinha os olhos fitos
Na noite anterior.
Poesia
Enrusgada em lençóis
Á espera de mim.
De sorte que
Em beijos ardentes
Soletrei o amor.
E sem sono
Contei estrelas
Até onde deu.
Santaroza
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