quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

2011!

2011!


Tem sido assim,
Dias sem fim,
Uma viagem,
Uma sondagem.

Como flores,
Como amores,
De muitos sabores,
De vários atores.

Perseguindo sonhos,
De caminhos risonhos,
Á sombra do muro,
Num lugar seguro.

Não há uma receita,
Nem desta feita,
É só chão e passo,
Num mesmo compasso.

Não há horizonte,
Nem após o monte,
Talvez eu não saiba,
Talvez não me caiba.


Santaroza

NATAL!

Natal!

Que todas as luzes do natal
E que toda a luz natural
Tome tua vida de magia
Como se fora poesia.

Que os anjos digam amém
Que fora não fique ninguém
Que seja de paz e amor
Que tenha cores de flor.

Para que possas repartir
E com todos compartir
Da forma que mandou Deus
A todos os filhos seus.

Que seja um portal de esperanças
Que não te esqueças das crianças
Pra que possam frutificar
Conjugando o verbo amar.

Em fim, que seja grandioso
Sem se esquecer do idoso
Passado de teu futuro
Luz de teu dia escuro.

Santaroza

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

COM AMOR!

Com amor!


Perfuma meu dia com amor
Me dando de teu sabor
Reencosta-te em meu peito
Pra que eu te sirva de leito.

Confunda a minha cabeça
Pra que atônito me esqueça
Do temporal, dos trovões
Dos entreveros anões.

E como quer não quer nada,
Dessa forma enluarada,
Da-me um beijo bem doce,
Liberta-me, como se fosse.


Santaroza

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

ALMA!

Alma!




Ao sabor da chuva que cai,
Lavada se encontra minha alma,
Peregrina que é das noites escuras,
Viajante dos sonhos de alguns corações,
Morna se deita em lençóis de cetim,
No afã de encontrar o sabor de teu beijo!
Alma minha incauta e incontida,
Sofrida e esfolada das guerras perdidas,
Batalhas de alcovas em noites de lua,
Ao som de pianos de butécos vazios,
Arfas ainda molhada de chuva,
Cansada da luta encharcada de amor!


Santaroza

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ENTRE A CRUZ E A ESPADA!

Entre a cruz e a espada!


Melhor que seja assim,
Entre o sol e a chuva,
Gosto de mel e uva,
E perfume de jasmim.

Porque é esse o jeito,
Pra se levar a vida,
Como fera ferida,
Sorriso e amor no peito.

Alerta com o destino,
Sem perder ou sem passar,
Conjugando o verbo amar,
De uma forma sem atino.

E se preciso for então,
Erguer a espada embainhada,
Luta com tudo meu camarada,
Pois a vida espera não.


Santaroza

terça-feira, 29 de novembro de 2011

DUAS TAÇAS!

Duas taças!


Duas taças de vinho,
Banhadas á luz de velas,
Uma tinha batom,
A outra estava vazia.

Sons de piano na sala,
Meias pelo tapete,
Perfume de azaléia,
Em lençóis amassados.

Negros como a noite,
Olhos que me olhavam,
Doce como açucar,
Lábios que me beijaram.

Duas taças de vinhos,
Ambas tombadas no chão,
Uma se encheu de vinho,
Outra ficou por ali!


Santaroza

PÊSSEGO!

Pêssego!


Nasceram as flores do pêssego,
Logo teremos frutos doces,
Rosados como flamingos,
Á espera de um beijo faminto,
Que lhe sugue a seiva!


Santaroza