quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

és tu!

És tu!


Mulher...
O que teria eu a lhes falar,
Se não, apenas confirmar,
Tudo o que suspeitas de ti.
Sou de ti um devotado,
Sou por ti apaixonado,
Porque sei o teu valor,
Porque busco o teu amor!
Mulher...
Tu que sois face de minha alma,
Trajeto de minha calma,
Paz de meus pesadelos,
Sonho de meus apelos,
Musa de meus rascunhos,
Guerreira de meus punhos,
Sabeis quem sois!
Mulher...
Para ti nada mais preciso dizer,
Alem do amor a te dar,
Mas não posso me calar,
E os demais precisam saber,
Sem ti sou vaso vazio,
Sou prado sem flor,
Sou cálice frio,
Sou eu sem amor!


Santaroza

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

É sol!

É sol!


A noite tem medos que me assombram,
Alguns deles tentam se aninhar em mim,
Mas perdem a força quando vêm o sol,
Que emana de teu sorriso!

Santaroza

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Mulher!

Mulher!

Ta na cara, ta no jeito,
Ta fincado no peito,
É como chuva de verão,
Finca brotos pelo chão.

É mais que isso,
É um feitiço,
É doce que me envenena,
É poesia, é teorema.

Faz frio e é calor,
Faz sorrir mesmo em dor,
É sombra de fim de dia,
É banho de água fria.

Sem nenhuma pretensão,
De ser amor ou paixão,
É de seu jeito de ser,
Todo dia floresce.

Contraditório perfeito,
Na cabeça e no peito,
Néga quando mais quer,
É mulher...


Santaroza

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Tempo!

Tempo!


Clamam as horas lá fora,
Aqui o tempo emperra,
Súbito, como vento,
Árido como nada.

E as rosas? Perguntas,
Se não as vejo, não sei,
E se sei minto?
Ou passo.

O vidro me envolve,
Embora lúcido,
Eu embotado,
De nada não sei.

E o tempo sucede,
Aqui com vagar,
Embora lá fora,
O vento vigie.

Santaroza

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

PEITO!

Peito!

Me encanta num conto,
Dos teus mais profundos,
De teus submundos,
Me conta e pronto.

Me de tuas senhas,
Teus guizos e chaves,
Entre agudos e graves,
No silencio me tenhas.

Me banha em tua prosa,
De teus entretantos,
Em teus acalantos,
Que eu sei são de rosas.

Me guarda no peito,
Ao lado das flores,
Junto a teus amores,
Um de teus eleitos!

Santaroza

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

2011!

2011!


Tem sido assim,
Dias sem fim,
Uma viagem,
Uma sondagem.

Como flores,
Como amores,
De muitos sabores,
De vários atores.

Perseguindo sonhos,
De caminhos risonhos,
Á sombra do muro,
Num lugar seguro.

Não há uma receita,
Nem desta feita,
É só chão e passo,
Num mesmo compasso.

Não há horizonte,
Nem após o monte,
Talvez eu não saiba,
Talvez não me caiba.


Santaroza