Eu!
Sou assim,
De momentos,
As vezes até de hora,
Noutras até de dias,
Em umas,
Como a aurora boreal,
Noutras,
Como a noite estrelada,
No fundo sou assim,
Uma interação,
Sem fim,
Um verso que não termina,
Pássaro que não se confina,
Luz sobre o outeiro,
Um dia,
De hora toda.
Santaroza
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Ainda é!
Ainda é!
Longe vai o tempo em que nossos olhos se buscaram...
Também distante se vai o nosso primeiro encontro...
Lá ao fundo nos anos escondido, nosso beijo primeiro...
As flores murcharam todas, os vinhos fora bebidos...
As gargalhadas inda ecoam pelas paredes, risos reais...
Mas o tempo não foi suficiente, embora tentasse...
Apagar o gosto, doce e amargo de teu eterno beijo...
Posto que o ultimo ainda não nos demos!
Santaroza
Longe vai o tempo em que nossos olhos se buscaram...
Também distante se vai o nosso primeiro encontro...
Lá ao fundo nos anos escondido, nosso beijo primeiro...
As flores murcharam todas, os vinhos fora bebidos...
As gargalhadas inda ecoam pelas paredes, risos reais...
Mas o tempo não foi suficiente, embora tentasse...
Apagar o gosto, doce e amargo de teu eterno beijo...
Posto que o ultimo ainda não nos demos!
Santaroza
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
DOCIM!
Docim!
Arde em mim,
Um sentimento assim,
Misto de amargo e docim.
Como pinga de gole,
Como a fumaça e o fole,
Como a formiga e a prole.
É feito ferroada,
De abelha zangada,
Que tini em revoada.
Como cidreira e jasmim,
Lábios de mel e carmim,
É mais ou menos assim.
Um fogo em comichão,
Acho que seja paixão,
Misto de sim e de não!
Santaroza
Arde em mim,
Um sentimento assim,
Misto de amargo e docim.
Como pinga de gole,
Como a fumaça e o fole,
Como a formiga e a prole.
É feito ferroada,
De abelha zangada,
Que tini em revoada.
Como cidreira e jasmim,
Lábios de mel e carmim,
É mais ou menos assim.
Um fogo em comichão,
Acho que seja paixão,
Misto de sim e de não!
Santaroza
O AMOR!
O amor!
Desde tempos outros,
Onde cantavam rouxinóis,
Em galho de ciprestes,
Molhados de chuva,
Ouço falar de amor.
Mos dele só vim provar,
Tempos a traz,
Veneno doce em zarabatana,
Possessão de fada e bruxa,
Num misto de sal e mel.
Com vicio morrerei,
Impregnado me encontro,
Perdi as forças e ganhei asas,
Hoje sou delta do Nilo,
Vertente que só, não se completa!
Santaroza
Desde tempos outros,
Onde cantavam rouxinóis,
Em galho de ciprestes,
Molhados de chuva,
Ouço falar de amor.
Mos dele só vim provar,
Tempos a traz,
Veneno doce em zarabatana,
Possessão de fada e bruxa,
Num misto de sal e mel.
Com vicio morrerei,
Impregnado me encontro,
Perdi as forças e ganhei asas,
Hoje sou delta do Nilo,
Vertente que só, não se completa!
Santaroza
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
GRATO!
Grato!
Por ser quem sou,
Mesmo enredado de medos,
Sobressai minha fé como um respiro.
Por crer em mim,
Muito mais que eu creio em Ti,
Quando acho que tardas a me atender.
Por florir meu dia,
Mesmo que eu só veja depois,
Quando me tomas pela mão e me acalma.
Por ser Deus em mim,
Habitando minha morada pobre,
Enchendo-me de graças todos os dias.
Por manter minha esperança,
Como vela que se acende na noite escura,
Para dar claro ás sombras descrentes!
Santaroza
Por ser quem sou,
Mesmo enredado de medos,
Sobressai minha fé como um respiro.
Por crer em mim,
Muito mais que eu creio em Ti,
Quando acho que tardas a me atender.
Por florir meu dia,
Mesmo que eu só veja depois,
Quando me tomas pela mão e me acalma.
Por ser Deus em mim,
Habitando minha morada pobre,
Enchendo-me de graças todos os dias.
Por manter minha esperança,
Como vela que se acende na noite escura,
Para dar claro ás sombras descrentes!
Santaroza
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
VENCEDOR!
Vencedor!
Sou vencedor,
Sempre fui,
O segredo?
A paciência,
A constância,
A fé,
E tudo se depositou,
Em minhas mãos,
Que de verdade,
Já foram mais calejadas,
Hoje apenas colhem,
Das plantas plantadas,
Nos campos arados,
E a Deus oferecidos!
Santaroza
Sou vencedor,
Sempre fui,
O segredo?
A paciência,
A constância,
A fé,
E tudo se depositou,
Em minhas mãos,
Que de verdade,
Já foram mais calejadas,
Hoje apenas colhem,
Das plantas plantadas,
Nos campos arados,
E a Deus oferecidos!
Santaroza
FEITIÇO!
Feitiço!
Trevo de quatro folhas
Encruzilhada de terra
Pinga em cuia de barro
Fita de cor amarela
Doce de mamão rosa
Perto do pé de alecrim.
Trança de duas cores
Farinha de mandioca
Água de cheiro azul
Cajado de sucupira
Cigarro de fumo doce
Viola no peito colada.
Foi um feitiço de amor
Pra calar a minha dor
Pranto que chorei só
Na fita eu dando nó
Como uma reza rezada
Como cantiga cantada.
E passou como poeira
Como abrir a porteira
Como tirar com a mão
Alivio pro coração
Foi um feitiço de amor
Que calou a minha dor!
Santaroza
Trevo de quatro folhas
Encruzilhada de terra
Pinga em cuia de barro
Fita de cor amarela
Doce de mamão rosa
Perto do pé de alecrim.
Trança de duas cores
Farinha de mandioca
Água de cheiro azul
Cajado de sucupira
Cigarro de fumo doce
Viola no peito colada.
Foi um feitiço de amor
Pra calar a minha dor
Pranto que chorei só
Na fita eu dando nó
Como uma reza rezada
Como cantiga cantada.
E passou como poeira
Como abrir a porteira
Como tirar com a mão
Alivio pro coração
Foi um feitiço de amor
Que calou a minha dor!
Santaroza
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