quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ABSTRATO

Abstrato...

É o tempo que passa
Não resta esvoaça
Se perde e se esvai
Como folha que cai.

Nômade de mim
Caminho assim
Sem mais atenção
A vida é de roldão.

São caminhos de pedra
De tropeço e de queda
Não há nada de flor
Somente estupor.

O suor é a rima
Que faz a volta por cima
E não poupa ninguém
Que quer ser alguém.

Desse pântano sou flor
Mas também eu sou dor
Convertido em poesia
Neste fel que judia.

Sou tropel, sou cavalo
Sem elmo e sem alo
Abstrato de mim
Eterno e sem fim!

Santaroza

ASSIM!

Assim...


Sou de néon
Da cor de batom
Sabor de alecrim
Cor de carmim.
Vestido de nada
De alma alada
Faminto de amor
Sempre em louvor.

Santaroza

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PRISMA!

Prisma!


Como num prisma,
Onde a luz facetada,
Se recria em novas cores,
Assim sou eu,
Quando te vejo,
Sem saber,
Vivo de amar!


Santaroza

Depois!

Depois!

Melhor seria que fosse agora,
Mas se preferes á tarde,
Então te espero!

Santaroza

terça-feira, 8 de novembro de 2011

MEU LEME!

Meu leme!


Era possível tocar as estrelas,
Era possível voar por entre elas,
Porque era possível ter amor.

Era possível sonhar,
Era possível caminhar na areia,
Porque era possível ser feliz.

Era possível fazer de conta,
E iniciar nova história,
Porque era possível ser ingênuo.

Foi possível até o outono,
Quando vieram as chuvas fortes,
Que aluviaram minhas terras.

Foi possível enquanto foi mágico,
Antes da rotina da moenda,
Que vergou-me feito cajado.

Mas será possível?
Ante a tempestade que se avizinha,
Sim será! O leme é meu!

Santaroza

AINDA!

Ainda!


Por derradeiro,
Próximo da hora ultima,
Já assinalado pelo tempo,
Ainda direi que te amo,
Para que até a eternidade
Esteja certa disso!


Santaroza

Direto!

Direto!

Olhando a tarde em mormaço,
Cheia de guarda-chuvas apressados,
Tenho pensamentos em profusão,
Engraçado! Todos em tua direção!

Santaroza