Vencedor!
Sou vencedor,
Sempre fui,
O segredo?
A paciência,
A constância,
A fé,
E tudo se depositou,
Em minhas mãos,
Que de verdade,
Já foram mais calejadas,
Hoje apenas colhem,
Das plantas plantadas,
Nos campos arados,
E a Deus oferecidos!
Santaroza
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
FEITIÇO!
Feitiço!
Trevo de quatro folhas
Encruzilhada de terra
Pinga em cuia de barro
Fita de cor amarela
Doce de mamão rosa
Perto do pé de alecrim.
Trança de duas cores
Farinha de mandioca
Água de cheiro azul
Cajado de sucupira
Cigarro de fumo doce
Viola no peito colada.
Foi um feitiço de amor
Pra calar a minha dor
Pranto que chorei só
Na fita eu dando nó
Como uma reza rezada
Como cantiga cantada.
E passou como poeira
Como abrir a porteira
Como tirar com a mão
Alivio pro coração
Foi um feitiço de amor
Que calou a minha dor!
Santaroza
Trevo de quatro folhas
Encruzilhada de terra
Pinga em cuia de barro
Fita de cor amarela
Doce de mamão rosa
Perto do pé de alecrim.
Trança de duas cores
Farinha de mandioca
Água de cheiro azul
Cajado de sucupira
Cigarro de fumo doce
Viola no peito colada.
Foi um feitiço de amor
Pra calar a minha dor
Pranto que chorei só
Na fita eu dando nó
Como uma reza rezada
Como cantiga cantada.
E passou como poeira
Como abrir a porteira
Como tirar com a mão
Alivio pro coração
Foi um feitiço de amor
Que calou a minha dor!
Santaroza
DE GARUPA!
De garupa.
As vezes no silencio da noite
que assovia nas arestas da janela,
meu pensamento toma a garupa
do vento e a galope,eu e ele,
voamos ao encontro das estrelas
na esperança de encontrarmos
o riso que perdemos,
na chuva que nos alagou a alma
noutra noite sem sono.
Santaroza
As vezes no silencio da noite
que assovia nas arestas da janela,
meu pensamento toma a garupa
do vento e a galope,eu e ele,
voamos ao encontro das estrelas
na esperança de encontrarmos
o riso que perdemos,
na chuva que nos alagou a alma
noutra noite sem sono.
Santaroza
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
SAUDADE!
Saudade!
Que seja,
Até que passe o tempo,
E ainda que passe,
Que seja ainda,
Um raio de saudade!
Santaroza
Que seja,
Até que passe o tempo,
E ainda que passe,
Que seja ainda,
Um raio de saudade!
Santaroza
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
ABSTRATO
Abstrato...
É o tempo que passa
Não resta esvoaça
Se perde e se esvai
Como folha que cai.
Nômade de mim
Caminho assim
Sem mais atenção
A vida é de roldão.
São caminhos de pedra
De tropeço e de queda
Não há nada de flor
Somente estupor.
O suor é a rima
Que faz a volta por cima
E não poupa ninguém
Que quer ser alguém.
Desse pântano sou flor
Mas também eu sou dor
Convertido em poesia
Neste fel que judia.
Sou tropel, sou cavalo
Sem elmo e sem alo
Abstrato de mim
Eterno e sem fim!
Santaroza
É o tempo que passa
Não resta esvoaça
Se perde e se esvai
Como folha que cai.
Nômade de mim
Caminho assim
Sem mais atenção
A vida é de roldão.
São caminhos de pedra
De tropeço e de queda
Não há nada de flor
Somente estupor.
O suor é a rima
Que faz a volta por cima
E não poupa ninguém
Que quer ser alguém.
Desse pântano sou flor
Mas também eu sou dor
Convertido em poesia
Neste fel que judia.
Sou tropel, sou cavalo
Sem elmo e sem alo
Abstrato de mim
Eterno e sem fim!
Santaroza
ASSIM!
Assim...
Sou de néon
Da cor de batom
Sabor de alecrim
Cor de carmim.
Vestido de nada
De alma alada
Faminto de amor
Sempre em louvor.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
PRISMA!
Prisma!
Como num prisma,
Onde a luz facetada,
Se recria em novas cores,
Assim sou eu,
Quando te vejo,
Sem saber,
Vivo de amar!
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